Em agosto de 2026, Fortaleza receberá o 22º Congresso Brasileiro de Arquitetos (CBA). Mais do que uma escolha logística, sediar o principal encontro da arquitetura brasileira na capital cearense é uma decisão que reflete um momento particular da cidade, da profissão e do próprio país.
Realizado de 11 a 14 de agosto no Centro de Eventos do Ceará, o CBA 2026 reunirá arquitetos, urbanistas, pesquisadores, estudantes e representantes da sociedade civil para discutir os desafios contemporâneos do território brasileiro a partir do tema “(IN)SUSTENTÁVEIS modos de viver.”
Mas afinal: por que Fortaleza?
Uma cidade em transformação
Fortaleza vive um momento singular. Com quase três séculos de história, comemorados em 2026, a cidade consolidou-se como um dos principais centros urbanos do Nordeste e um laboratório vivo de questões que atravessam o urbanismo brasileiro: expansão metropolitana, desigualdades territoriais, inovação social, resiliência climática e reinvenção do espaço público.
Ao mesmo tempo, Fortaleza conquistou reconhecimento internacional ao integrar a rede de Cidades Criativas do Design da UNESCO, em 2010, evidenciando a potência cultural e projetual da capital cearense.
Trazer o Congresso Brasileiro de Arquitetos para Fortaleza significa, portanto, colocar no centro do debate nacional uma cidade que expressa, de forma intensa, as contradições e as possibilidades do urbanismo contemporâneo.
O processo de escolha
A candidatura de Fortaleza para sediar o 22º CBA foi construída coletivamente pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Ceará (IAB-CE), com o apoio de instituições acadêmicas, profissionais e culturais.
A proposta apresentada ao Conselho Superior do IAB destacou três elementos fundamentais:
- Capacidade de articulação institucional, reunindo universidades, entidades profissionais e setor produtivo;
- Infraestrutura de grande porte, com o Centro de Eventos do Ceará entre os maiores equipamentos do país;
- Potencial de integração com a ExpoConstruir, ampliando o alcance do congresso e aproximando arquitetura, indústria e inovação.
O resultado é um formato híbrido e ampliado: um congresso científico-cultural integrado a uma feira consolidada do setor da construção.
Um congresso para um novo momento
O 22º CBA marca também um momento simbólico para a arquitetura brasileira. Depois de anos de transformações profundas, sociais, ambientais e tecnológicas, o congresso retorna em um cenário pós-pandemia que exige novas formas de pensar o território, o projeto e a vida coletiva.
Serão mais de 150 atividades, 150 convidados e centenas de trabalhos acadêmicos, reunindo profissionais de todo o país para debater seis eixos centrais:
- modos de projetar
- modos de planejar
- modos de construir
- modos de educar
- modos de preservar
- modos de integrar
Todos atravessados por uma pergunta fundamental: como tornar sustentáveis nossos modos de viver?
Curiosidades e marcos de 2026
A realização do CBA em Fortaleza coincide com quatro marcos importantes:
- 105 anos do IAB em nível Nacional
- 300 anos da cidade de Fortaleza
- 100 anos do arquiteto Liberal de Castro, figura fundamental na arquitetura cearense
- O reconhecimento da cidade como território criativo do design
Essas coincidências transformam o congresso em mais do que um encontro profissional: ele se torna parte de um momento histórico da cidade.
Um convite ao país
Ao receber o Congresso Brasileiro de Arquitetos, Fortaleza abre suas portas para que arquitetos de todo o Brasil discutam, juntos, os desafios do presente e as possibilidades do futuro.
Porque pensar a arquitetura hoje significa pensar também as cidades, os modos de vida e as formas de habitar um mundo em transformação.
E em 2026, esse debate começa aqui.
Em Fortaleza.
